Cooperação com a Hungria vai ser dinamizada

Angola e a Hungria vão redinamizar as relações de cooperação nos sectores identificados como cruciais, designadamente o comércio e o investimento privado, agricultura, gestão hídrica, energia, indústria, formação superior, tecnologias, transportes, cultura e desporto.

A informação foi prestada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, e o chefe da diplomacia húngara, Péter Szijjártó, na terceira sessão da Comissão Mista Angola-Hungria, decorrida de quinta a sexta-feira, em Budapeste.

Durante a sessão plenária de sexta-feira, João Baptista Borges e o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comércio húngaro, passaram em revista todos os temas relacionados com as áreas em que já há projectos concretos. Destaca-se a conclusão do processo de fabricação do passaporte biométrico angolano, um investimento avaliado em cerca de 145 milhões de dólares, com financiamento do Eximbank da Hungria.

Os dois governantes referiram-se, ainda, ao impacto positivo das iniciativas empresariais nos sectores energético e hídrico, exemplificando o projecto de sistemas contentorizados de captação e tratamento de água, para cerca de 2 milhões de habitantes em vários pontos do país. O projecto está a ser desenvolvido pela empresa Hungarian Water Tecnhology Corporation, em parceria com o Ministério angolano da Energia e Águas, cuja fase inicial decorre em 13 localidades do país.

“Queremos ultrapassar os cerca de 7 milhões de dólares em negócios bilaterais do ano passado. Há vários projectos que podem contar com o financiamento do Governo húngaro, mas é, igualmente, necessário um instrumento que dê garantias legais de protecção às empresas e aos investidores dos dois países”, disse Péter Szijjártó, referindo-se ao Acordo para Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos, em negociação.

João Baptista Borges afirmou que “a volatilidade da maior commodity angolana, o petróleo, levou a que o Governo traçasse políticas para uma melhoria do ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento do sector privado, como forma de atrair investimento em sectores não-petrolíferos”, assegurando que a parte angolana tratará com celeridade esses instrumentos jurídicos que visam resguardar os agentes empresariais.

Voos entre Luanda, Moscovo e Budapeste

Um outro tema que mereceu a atenção da Comissão Mista foi o Acordo Bilateral de Serviços Aéreos, cuja proposta foi rubricada, na sexta-feira. O acordo vai permitir a frequência de voos da TAAG nas rotas Luanda-Moscovo-Budapeste, o que vai dinamizar o comércio directo e aprofundar o conhecimento entre os dois povos. 

À margem da reunião da Comissão Mista, foram, ainda, assinados quatro instrumentos de cooperação, entre os quais  um memorando de entendimento entre a AIPEX e a congénere húngara HEPA e outro entre a Direcção Nacional de Águas do MINEA e a empresa Hungarian Water Technology Corporation.

Os restantes memorandos são: um entre as autoridades aeronáuticas dos dois países e outro entre a TPA e a Televisão Pública Húngara. Pela parte angolana, os diplomas foram assinados pelo secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Custódio Vieira Lopes.

A próxima sessão da Comissão Mista Angola-Hungria será realizada daqui a dois anos, em Luanda, e servirá, também, para avaliar os compromissos assumidos esta semana, em Budapeste.

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