Moçambique e Guiné-Bissau ficam sem os jogadores a actuarem em França

A fase de apuramento para o Campeonato Africano das Nações de 2022 que vai decorre nos Camarões termina neste fim de mês de Março com as duas últimas jornadas da fase de grupos.

Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Angola ainda podem apurar-se para a fase final do CAN-2022, enquanto São Tomé e Príncipe já está fora da corrida à maior prova de selecções africanas.

Moçambique ocupa o segundo lugar no Grupo F com 4 pontos, os mesmos que Cabo Verde na luta por um lugar qualificativo para o CAN. No primeiro lugar estão os Camarões com 10 pontos, sendo que os camaroneses já estão apurados para a prova visto que é o país anfitrião.

No último lugar está o Ruanda com apenas dois pontos, mas ainda pode alcançar o apuramento.

A Selecção moçambicana desloca-se na quarta-feira, 24 de Março, ao terreno do Ruanda num jogo a contar para a quinta e penúltima jornada da fase de grupos de apuramento para o Campeonato Africano das Nações.

No entanto Moçambique e outras selecções africanas terão muitas dificuldades em contar com jogadores a jogarem na Europa e mais particularmente em França, isto porque a FIFA, organismo que gere o futebol mundial permitiu aos clubes não libertarem os jogadores devido às restrições em vigor em cada país em relação à pandemia de Covid-19.

Os ‘Mambas’ estão em dúvida quanto à utilização do defesa do Lille, Reinildo, e do defesa do Bordéus, Mexer.

A Liga Francesa em comunicado afirmou que os clubes da primeira e segunda divisões não libertavam os jogadores para jogarem fora da Europa. No entanto, perante a polémica, o Ministério dos Negócios Estrangeiros admitiu que qualquer jogador que jogasse fora da Europa não ia ter uma quarentena ao regressar, se o jogador se desloca num avião privado e se faz testes PCR regularmente. Apesar destes esclarecimentos, muitos jogadores terão dificuldades em ingressar nas selecções.

Luís Gonçalves, seleccionador português de Moçambique, em entrevista exclusiva à RFI, acredita no apuramento para o CAN, mas admitiu que as restrições e as dificuldades que têm os jogadores para representarem a selecção, complicam a preparação para os dois jogos decisivos.

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