Governador do BNA em Portugal para conferência sobre a economia angolana e a geopolítica

José de Lima Massano, governador do Banco Nacional de Angola (BNA), vai estar na próxima quarta-feira em Portugal para participar na conferência “Novo Ciclo da Economia Angolana – O impacto das reformas financeiras e o futuro de Angola no actual contexto geopolítico global”, organizada pela CCIPA – Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola.

Esta conferência, que ocorre num momento em que o mundo atravessa uma fase de forte turbulência geopolítica, como é disso exemplo o conflito no leste europeu, com a guerra na Ucrânia a lançar “estilhaços” em todas as direcções, e o persistente efeito da pandemia da Covid-19, vai ter lugar em Carcavelos, localidade próxima da capital portuguesa, Lisboa.
A perspectiva dos organizadores é que Angola, neste contexto global, possa maximizar as suas riquezas naturais e ganhar mais relevo nas relações comerciais internacionais.
Enquanto produtor de petróleo e com forte potencial de crescimento agrícola, dois sectores com importância estratégica global devido às crises energética e alimentar, Angola tem um papel a desempenhar, mas o País tem ainda uma palavra a dizer, por exemplo, na indústria mineira mais alargada, como é a sua importância enquanto produtor de minérios raros fundamentais para a indústria tecnológica de sectores que vão da aeronáutica às telecomunicações ou à indústria automóvel e as tecnologias decisivas na transição energética em que o mundo se encontra pela urgência de se ver livre dos poluentes hidrocarbonetos.
A conferência, organizada pela CCIPA, “Novo Ciclo da Economia Angolana – O impacto das reformas financeiras e o futuro de Angola no actual contexto geopolítico global”, tem ainda como objectivo assumido sublinhar a importância das reformas financeiras que, entretanto, foram feitas no País, para os desafios que se avizinham neste contexto global.
José de Lima Massano vai a Portugal para apresentar a sua perspectiva sobre as referidas reformas e o impacto que tiveram na economia angolana, como aponta a nota de imprensa divulgada pela CCIPA.

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