Governo reafirma acesso à informação para todos

O lançamento do serviço de Streaming do Grupo RNA é mais um dos desafios que se enquadram na modernização da Comunicação Social no país e a Rádio Nacional de Angola está na vanguarda deste programa, afirmou, segunda-feira (07), em Luanda, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

Manuel Homem, ao intervir no lançamento, disse que a iniciativa é um passo que visa assegurar o acesso e a dinamização da informação nos diferentes canais. Considerou que se fazia necessário que este programa se estendesse a todo o  território nacional.

Referiu que é, também, um processo de evolução gradual e normal, mas que para a RNA e para o país representa a mudança de paradigma, por permitir que, hoje, em qualquer lugar do mundo se possa ter acesso às rádios provinciais, algo que já acontecia com algumas, nomeadamente, a Rádio Luanda.

“Alguns municípios também passam a ter as rádios disponibilizadas no serviço de streaming. O acesso à rádio no serviço de streaming, para além de aproximar os ouvintes de forma particular a cada rádio provincial, representa este trabalho colectivo que tem como finalidade continuar a garantir que todo o povo angolano, cidadãos nacionais e estrangeiros residentes no nosso território continuem a ter acesso à informação”, realçou.

Segundo o ministro, a Internet está a ser um veículo utilizado de forma consciente e responsável, para que se possam transmitir conteúdos capazes de permitir a construção de uma sociedade cada vez mais plural. Enalteceu o engajamento do Conselho de Administração da RNA e dos seus quadros, considerando a iniciativa um exercício desafiante, mas que foi possível com o trabalho de todos.

“Temos ainda outros desafios para a Rádio Nacional de Angola, que devemos continuar a prosseguir. Hoje estão a usar e a disponibilizar um serviço de streaming, mas continuamos a trabalhar na modernização da rede de emissores da RNA, porque compreendemos que devemos ter múltiplos canais com diferentes formas do conteúdo”, reforçou.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da Rádio Nacional de Angola, Pedro Cabral, disse que a empresa está a marcar mais um passo no contexto histórico e evolutivo das tecnologias aplicadas aos sistemas de comunicação e transmissão, partindo de válvula até à utilização de equipamentos transistorizados, modernos a circuitos integrados, permeando por Amplitude Mo-dulada (AM) e Frequência Modulada (FM).

“E hoje, por fim, a utilização dos sistemas de transmissão digital, vulgo serviço de streaming. Com o modelo convencional de rádio, que vai permitir o envio do áudio produzido nos estúdios para os sistemas de FM e, paralelamente, para a maior rede de comunicação existente, a Internet”, destacou.

Desta forma, continuou, a RNA está a ultrapassar a barreira existente de distância e lugar entre os rádio-ouvintes, no que diz respeito ao acesso aos conteúdos que são produzidos nos diferentes canais.

“Lançamos hoje uma plataforma que suporta múltiplos canais de rádio, que permitirá a reprodução de todas as rádios nacionais, adicionalmente ao canal internacional. Ou seja, a plataforma contará com um canal de Rádio Internacional, quatro canais nacionais, 18  rádios provinciais, cinco canais municipais”, explicou.

Pedro Cabral informou que a RNA vai oferecer mais uma fonte fidedigna e efectiva para o acesso e escuta de todas as rádios pertencentes ao grupo, a partir do site www.rna.ao, e permitir que qualquer pessoa, independentemente do lugar, com o recurso à Internet, acompanhe a programação.

Segurança  de internet adequada
Sobre a estabilidade das comunicações, o ministro afirmou que a infra-estrutura de telecomunicações que suporta a Internet tem a segurança adequada para a necessidade do país.

“Temos que continuar a fazer investimento no sector, porque a segurança exige uma dinâmica para além do normal. Os acontecimentos são bastante rápidos no mundo das comunicações. Por isso, vamos continuar a postar e criar condições humanas. O país tem estado a formar quadros para garantir maior protecção do ciber-espaço e do ponto de vista legal existe todo um conjunto de legislação, que permite a actuação da segurança informática”, reforçou.

Reconheceu que há pouco investimento em soluções tecnológicas, não só a nível das infra-estruturas principais, mas também na Educação, na literacia das empresas e dos particulares. “O que nós temos acompanhado é que ainda temos um trabalho muito grande a fazer na literacia digital.

As pessoas têm pouca literacia. Muitos têm pouco conhecimento sobre a literacia, sobre como lidar com este fenómeno”, admitiu, informando que o país possui seis milhões de utilizadores de Internet e que está perto dos sete milhões, o que pressupõe um trabalho para alargar o universo de acesso dos educadores da Internet.

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