Indianos propõem montagem de veículos eléctricos no país

A multinacional indiana Hinduja Group of Companies está a negociar a instalação de uma unidade de montagem de autocarros eléctricos em Angola, depois de ter submetido, ao Governo, propostas que também incluem a implantação de operações nos domínios do mercado financeiro, agro-indústria e recursos minerais

Durante um fórum de ne-gócios realizado sob os auspícios do India-Africa Economic Foundation (IAEF, sigla inglesa), à margem da Expo 2020 Dubai, no sábado, o presidente do grupo, Prakash Hinduja, revelou que propostas para a concretização desses projectos foram apresentadas e estão a ser avaliadas pelo Governo angolano, esperando-se por decisões cruciais nos próximos meses.

No domínio dos recursos minerais, as propostas incidem sobre a exploração de ouro e a lapidação de jóias, apontou Prakash Hinduja, prevendo que o fomento das ligações  entre o grupo e parceiros angolanos pode resultar na introdução da inovação e o desen-

volvimento de novas soluções, com acções voltadas ao desenvolvimento de Angola.

O empresário indiano considerou ser este um momento de celebração das parcerias entre países e organizações estratégicas, numa altura em que é visível o interesse de companhias indianas elevarem a presença nas economias do continente africano.

O embaixador de Angola nos Emirados Árabes Unidos, Albino Malungo, que participou no encontro, declarou à nossa reportagem o poten-cial da Índia para, por meio de investimentos, promover o crescimento e o desenvolvimento económico de Angola.

O diplomata, que mantém uma intensa agenda de contactos ao longo da Expo2020 Dubai, realçou o elevado nú-mero de empresas da Índia que, ao longo do certame, ma-nifesta interesse em montar operações económicas em Angola.

A AIEF é um mecanismo institucional, facilitador do sector privado e de micro,  pequenas e médias empresas na promoção de conhecimento, tecnologias, indústria, comércio e investimentos entre África e o país oriental.

Diplomacia económica

O embaixador de Angola nos Emirados Árabes Unidos participa, hoje, na Cimeira In-vestopia, no centro de exposições da Expo 2020 Dubai, um encontro organizado pelo Ministério da Economia da-quele país para discutir aspectos da regulação de activos virtuais de protecção ao investimento de promoção da inovação.

Num desenvolvimento inicial, a Cimeira Investopia assinou, recentemente, um acordo com a plataforma de criptomoeda Crypto.com, destinando ao Dubai os aspectos da regulação.

A reunião de hoje discute as principais transformações económicas no mundo, como as criptomoedas, o impacto nos investidores e nos mercados, bem como as soluções que podem ajudar os investidores em todo o mundo, disse Abdullah Al Saleh, subsecretário do Ministério da Economia.

“Este acordo com a Cryp-to.com levará a discussões mais ricas e diversificadas sobre soluções para os desafios en-frentados pelas economias do mundo”, afirmou.

O Dubai implementou a Lei de Regulamentação de Activos Virtuais este mês, para criar uma estrutura legal avançada para proteger os investidores e fornecer padrões internacionais para a governança do sector de activos virtuais, onde se incluem criptomoedas como o Bitcoin e tokens não fungíveis.

Ainda hoje, o embaixador participa nas comemorações do Dia da África do Sul na Expo2020 Dubai, enquanto o conselheiro da representação diplomática angolana, Francisco Kaluvi, representa o país na celebração dos 50 anos de independência do  Bangladesh.

Delegação  empresarial angolana no Dubai

A delegação angolana que participa na Reunião Anual de Investimento (AIM, sigla inglesa), conferência e exposição, organizada pelo Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos amanhã e na quinta-feira, chegou ao Dubai no sábado.

A missão angolana é liderada pela Câmara de Comércio An-gola-Emirados Árabes Unidos e integra as empresas Porto de Luanda, Catoca, Banco Angolano de Investimentos (BAI) e outras ligadas aos sectores do Comércio e Agricultura.

O AIM tem o objectivo de abordar os requisitos vitais das tendências e oportunidades actuais de investimento directo estrangeiro.

A reunião evoluiu (ao longo dos anos) para uma plataforma que se concentra nos desafios e tendências do investimento global, apresentando ampla gama de produtos e serviços em categorias, como serviços financeiros, seguros e banca, comércio livre e gestão industrial e operações, microfinanças (crédito, seguros, bancos) entre outros.

A Câmara de Comércio e Indústria Angola-EAU (CACIANGEAU) é uma organização dedicada exclusivamente à pro-

moção de investimentos e ao desenvolvimento do comércio entre ambos os países, bem como ao apoio para o crescimento da economia angolana.

Já no ano passado, a (CACIANGEAU) levou importantes empresas do sector financeiro, como a Endiama, Sanlam, bem como os bancos BIC e BAI, a participar no Dubai, no Fórum Global de Negócios África 2021, numa deslocação depois considerada proveitosa pelos re-presentantes angolanos

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