Paz e segurança no continente reúnem estadistas

A paz e a segurança no continente, mergulhado em sucessivos conflitos, será um dos temas dominantes da 35ª Sessão Ordinária da Assembleia de Chefes de Estado e de Governos da União Africana, a realizar-se sábado e domingo, em Addis Abeba, Etiópia.

Em análise, estará a situação na Etiópia, país que alberga a sede da organização, e a crise na República Democrática do Congo (RDC), Líbia, Sudão, Sudão do Sul, Burundi, Somália, Guiné, Mali e Burkina Faso, onde o Presidente Roch Kabore foi derrubado e detido, na semana passada por militares.

Sobre a mesa não se descarta, igualmente, a análise da situação na Guiné-Bissau, onde houve, ontem, uma tentativa de golpe de Estado.

Homens armados impediram o acesso à zona do Palácio Presidencial em Bissau, capital guineense, onde foram ouvidos vários disparos de metralhadora e bazucas, situação que tinha sido considerada como um sinal de um golpe de Estado.
O Conselho Executivo da União Africana reúne-se hoje e amanhã para preparar a Cimeira.

De acordo com o embaixador angolano na União Africana,  Francisco da Cruz, os Chefes de Estado vão analisar, também, o terrorismo e o extremismo violento no continente e procurar dar uma resposta comum à pandemia da Covid-19, que assola o mundo.

Os líderes africanos queixam-se de desigualdade na distribuição de vacinas e nesta assembleia vão assumir uma posição comum sobre o assunto.

“Há necessidade de se encontrar uma resposta, um programa mais robusto, mais activo para fazer frente à pandemia da Covid-19”, disse Francisco da Cruz, que defendeu a necessidade de o continente produzir vacinas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) previa a vacinação de 40 por cento da população africana até ao fim do ano passado, mas, de acordo com o Centro de Controlo de Doenças da União Africana, apenas 10 por cento está vacinada.
A 35ª Assembleia de Chefes de Estado e de Governos vai decorrer sob o tema central “Construir resiliência na nutrição no continente africano: acelerar o capital humano e o desenvolvimento social e económico”.

O tema deste ano vem demonstrar, claramente, a ligação entre a produção agrícola e a segurança alimentar. Pretende-se que os Estados-membros envidem esforços para que a declaração de intenções do tema se materialize em acções e programas concretos de desenvolvimento alimentar e nutricional e inspire estratégias nacionais sustentáveis.

Proclamada em Julho de 2002, em Durban, África do Sul, em substituição da Organização de Unidade Africana (OUA), a União Africana tem 55 Estados-membros.

O Presidente do Senegal, Macky Sall, vai assumir a presidência rotativa da organização para o período 2022-2023, em substituição de Félix Tshisekedi, da RDC.

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