Presidente da República lamenta morte do Prémio Nobel da Paz

O Presidente da República, João Lourenço, manifestou-se, domingo (26), com um sentimento de pesar pela triste notícia do falecimento do arcebispo Desmond Tutu, figura histórica do movimento anti-apartheid e Prémio Nobel da Paz.

Em mensagem endereçada a Cyril Ramaphosa, Presidente da República da África do Sul, o Chefe de Estado angolano considerou que a “África do Sul e o continente africano, no geral, perderam um dos seus maiores ícones da luta pela reconquista da dignidade dos seus filhos, um homem da fé que consagrou a sua vida a combater sem tréguas o hediondo sistema de separação dos homens com base na cor da pele”.
João Lourenço sublinhou, na nota, que o arcebispo Desmond Tutu será lembrado pelo legado de patriota intrépido, iluminando as gerações futuras chamadas a preservar a África livre do Apartheid e todas as restantes conquistas.
“Transmito a Vossa Excelência as sentidas condolências em meu nome e no do Executivo angolano, sentimento que estendo à família do inditoso arcebispo Desmond Tutu”, escreveu o Presidente da República de Angola.

Anúncio da morte de Desmond Tutu aos 90 anos
Morreu, domingo (26), aos 90 anos Desmond Mpilo Tutu, arcebispo da Igreja anglicana e também um dos rostos contra o apartheid na África do Sul, luta pela qual venceu o Nobel da Paz em 1984, anunciou domingo pela manhã a presidência daquele país da SADC.
“O falecimento do arcebispo emérito Desmond Tutu é outro capítulo de luto na despedida da nossa nação a uma geração de notáveis sul-africanos que nos legou uma África do Sul libertada”, escreveu o presidente Cyril Ramaphosa.
Desmond Tutu era um dos rostos da luta da África do Sul contra o governo de minoria branca, e destacou-se “como um defensor não sectário e inclusivo dos direitos humanos universais”, acrescentou Ramaphosa. Tutu era um grande amigo de Nelson Mandela, a única pessoa no mundo a receber dois Prémios Nobel da Paz. O arcebispo era visto pelos sul-africanos como um reconciliador de uma nação dividida durante décadas.
Dez anos depois de vencer o Nobel da Paz pela luta contra o Apartheid, testemunhou o fim do regime e presidiu a Comissão da Verdade e Reconciliação, criada para tornar públicas as atrocidades cometidas durante o período de segregação.

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