Monday, May 16, 2022

Projectos pecuários criam 900 empregos

O fomento da agro-pecuária que está a ser desenvolvida, de forma sustentável, pelas fazendas Mumba e Agrikuvango, permitiu criar, até Janeiro, 900 empregos directos a jovens locais, no município do Cuvango (350 quilómetros a leste da cidade do Lubango), província da Huíla.

O administrador municipal do Cuvango, Luís Marcelo Ndala, disse que os dois projectos devem ser protegidos porque a sua essência é de contribuir no combate à fome e à pobreza e melhorar a qualidade de vida das populações, quer no meio rural e urbano.

A fazenda Mumba criou emprego a 600 locais, enquanto, o projecto Agrikuvango empregou 300 jovens locais.
Luís Ndala afirmou que os dois projectos permitiram criar cerca de mil empregos indirectos, com benefício a cerca de 5 mil pessoas pelas diversas comunas do Cuvango.

“Temos que nos regozijar com os dois projectos. Ainda assim,é necessário denunciar qualquer cidadão que tente invadir as zonas limítrofes dos projectos que estão a gerar renda nas famílias”, apelou.

A título de exemplo, disse o administrador, em 2021, o município registou uma produção superior a 65 por cento e apesar da ausência de chuvas conseguiu-se alimentar várias províncias.
“Hoje, temos ligação por estrada com a Mumba e com o Agrikuvango, o que está a influenciar na balança económica dos municípios da região leste da província da Huíla”, explicou.

Luís Marcelo Ndala referiu, por outro lado, que a fazenda Mumba está vocacionada na criação e reprodução de gado para o abate, enquanto, a Agrikuvango para os cereais, onde sobressai o milho.
As duas fazendas têm responsabilidades sociais com as populações, com a construção de escolas, habitações e na reabilitação das vias de acesso, incluindo o seu enquadramento em projectos nas mais variadas áreas. Esclareceu que as vias de acesso estão permanentemente em manutenção.

Disse que o contributo das duas fazendas está a reduzir a pressão sobre a Administração Municipal do Cuvango. Luís Marcelo Ndala convidou outros empresários a investirem no município. Disse que o Cuvango tem terras aráveis e muitos recursos hídricos para o fomento da agropecuária e não só.

O responsável referiu que a localização geográfica do município a nível da província da Huíla, é estratégica por confinar com as províncias do Cunene, Bié e Cuando Cubango. “Cuvango é placa giratória dentro daquilo que é a comunicação com o Norte, Centro e Sul do país, porque combina com as províncias do Cunene, Cuando Cubango, Bié e Huambo”, posicionou.

O município tem uma população estimada em mais de 97 mil habitantes, desta, 76 por cento dedica-se à agricultura e à pecuária.
O Cuvango, afirmou, pode vangloriar-se porque o ano passado escoou, inclusive, alimentos para as províncias do Huambo e Benguela, isso com cereais (milho, feijão) e leguminosas.

Apesar da seca que assola a região Sul, reconhece, por causa do aproveitamento adequado da água disponível pelos investidores, o município do Cuvango continua a vender milho e feijão.

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