TAAG aumenta número de voos comerciais e internacionais

As Linhas Aéreas de Angola – TAAG aumentou, nos últimos 100 dias, o registo de voos domésticos de 20 para 44 frequências semanais e os internacionais de 13 para 29 se- manais.

O anúncio foi feito,segunda-feira (07), em Luanda, pela  presidente do Conselho de Administração, Ana da Silva Major, durante uma conferência de imprensa de balanço.

De acordo com a PCA da TAAG, o aumento de voos representa um ganho para a companhia, atendendo também o actual contexto, significando uma retoma da actividade em crescimento.

Ana da Silva Major fez saber que o aumento de voos inclui a abertura de novas rotas e que, ao longo do trimestre em referência, algumas províncias viram subir as frequências regionais, enquanto outras deverão beneficiar dos mesmos pacotes em próximas ocasiões. Conforme detalhou, a intenção da companhia é chegar aos 73 voos domésticos e a 51 internacionais semanais, isso até ao final do corrente ano.

Relativamente à frota, a TAAG incorporou dois novos aparelhos  ” Dash 8″, já em operação, reforçando as rotas nacionais. Estes trouxeram mais voos domésticos e mais comodidade para os passageiros. “Um bom exemplo é a província de Cabinda, onde reagimos imediatamente ao aumento da procura, acrescentando mais voos quase todos os meses”, sublinhou.

Ana da Silva Major garantiu que se está a trabalhar  para melhorar ainda mais os serviços, começando com o acesso para a compra de bilhetes e a imagem online.

“Do ponto de vista comercial e operacional, apesar dos constrangimentos e limitações impostas pela pandemia, sobretudo, com o aparecimento da variante “Ómicron”, foi possível em pouco tempo assegurarmos a realização de vários voos de repatriamento, durante o período de fecho do espaço aéreo”, disse.

Quanto à novas conexões regionais, está previsto para antes do final do ano a abertura dos voos para Acra (Ghana) e Abidjan ( Côte d’Ivoire). Está ainda a ser estudada uma nova rota intercontinental.

Contexto financeiro

Relativamente à gestão e controlo de custos, a nível de tesouraria, a companhia saiu de seis dias para 180 dias de caixa.
Ana da Silva Major afirma que pese embora a empresa não possa assegurar ainda uma viragem dos resultados financeiros, contando com a pandemia que não desapareceu em 2022, ela se encontra, actualmente, numa curva ascendente de recuperação de 40 a 60 por cento das operações se comparados ao ano de 2019.

Por outro lado, o novo conselho de administração da TAAG, fez  pequenas mudanças pontuais, tendo em vista a implementação de medidas que permitissem garantir a solvabilidade da companhia e ganhar controlo de gestão.
Neste processo, disse, a direcção da cadeia de aprovisionamento, desdobrada em quatro áreas, foi concentrada num único centro de compras e contratos, além da aplicação de uma nova política de controlo de custos, permitindo a empresa ver os primeiros resultados com poupanças de cerca 20 por cento nas três da empresa.

Está-se também a maximizar os espaços no interior das instalações, que vai permitir também poupanças com alugueres. “É necessário encontrar formas de poupar e trazer receitas, para a companhia ganhar autonomia e não depender do suporte financeiro do Governo. Temos que trabalhar e dar um novo quadro na empresa, senão estaremos entre as 700 empresas de aviação que desaparecerão, frisou.

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