Aberta fronteira fluvial com a Namíbia

As trocas comerciais entre os habitantes da sede municipal do Cuangar (Angola) e de Nkurenkuru (Namíbia), duas localidades separadas pelo rio Cubango, foram retomadas na segunda-feira, dois anos depois de terem sido suspensas, em observância das medidas de combate e prevenção à Covid-19.

A cerimónia de reabertura decorreu nas instalações do Porto Fluvial, situada do lado de Angola, na presença dos administradores do Cuangar (Angola), Ernesto Cativa, e do Nkurenkuru (Namíbia), Phelep Tanga, membros dos ór-gãos de Defesa e Segurança, directores municipais e das autoridades tradicionais dos dois países.

No local, as delegações passaram em revista as condições criadas para a higienização dos utentes que consiste na lavagem das mãos com água e sabão ou álcool em gel, bem como a presença nas horas normais de expediente de uma equipa de resposta rápida, para a testagem das pessoas, para se evitar a entrada ou saída de elementos não vacinados.

As duas comitivas visitaram, igualmente, as instalações do posto fronteiriço de Nkurenkuru, considerando positivas as condições ali criadas para facilitar a testagem das pessoas contra o novo coronavírus.

O administrador municipal do Cuangar, Ernesto Cativa, enalteceu o reforço dos laços de amizade entre os dois países, acrescentando que a reabertura da fronteira fluvial tornou a vida das populações residentes na orla mais facilitadas, tendo em conta as trocas comerciais.

A par do Cuangar, os mu-nicípios do Calai e do Dirico também já reabriram as fronteiras fluviais com a República da Namíbia, situação que tem vindo a minorar as dificuldades sociais entre os dois povos e vai impulsionar a arrecadação de receitas para os cofres do Estado e vice-versa.

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