Ana Dias Lourenço oferece bens ao centro Mbembwa

A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, disponibilizou-se, ontem, em Menongue, província do Cuando Cubango, em continuar a ajudar na solução das principais dificuldades que o lar de acolhimento de crianças desfavorecidas denominado “Mbembwa” atravessa.

Ana Dias Lourenço, que falava no final de uma visita guiada às instalações, disse que vai trabalhar junto da direcção do lar para ajudar a minimizar os principais problemas que as crianças desfavorecidas e em conflito com a lei vivem, com realce para a falta de alimentos, vestuários, fornecimento de energia eléctrica da rede pública, entre outras dificuldades.

“Podem contar comigo como uma amiga e mãe, que passará, a partir de agora, a pensar em vocês, não temos muito para dar, mas vamos ajudar a resolver as principais preocupações que afligem a direcção do centro e os meninos, principalmente, na medida das nossas capacidades”, disse a Primeira-Dama.

Estes meninos, acrescentou, estão em fase de crescimento, e, por isso, deve-se apostar na sua formação académica e profissional, com a aprendizagem de ofícios, da prática da agricultura e de outras actividades, para facilitar a sua integração na sociedade, assim que atingirem a idade adulta.

Ana Dias Lourenço entregou bens alimentares, nomeadamente arroz, massa alimentar, óleo vegetal, farinha de milho, feijão, conservas de carne e de peixe, bem como roupas, calçados, televisor plasma, livros e brinquedos, por forma a reduzir as enormes dificuldades que o lar enfrenta. 

Dificuldades do centro

O único centro vocacionado a acolher crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e em conflito com a lei a nível da província, foi criado há mais de 30 anos, e tem capacidade para acolher cerca de 100 menores. Neste momento, acolhe apenas 38 meninos, com idades compreendidas entre os sete e 27 anos.

A directora do lar, madre Maria José Pereira, referiu que a instituição atravessa inúmeras dificuldades, sobretudo com a falta de financiamento para pagar as despesas relacionadas com alimentação, vestuário e outras necessidades básicas.

Referiu que o lar vive um elevado grau de dificuldades no asseguramento da formação técnico-profissional, actividades desportivas e culturais, dependendo praticamente de doações de empresas e de pessoas singulares.

Reabilitado há cinco anos, o lar nunca beneficiou de energia eléctrica da rede pública, situação que causa enormes embaraços para a conservação dos frescos e condiciona a entrada em funcionamento da oficina de artes e ofícios, onde seriam administrados cursos de Electricidade, Construção Civil e Serralharia.

Segundo a directora, para deixar de depender de gestos de solidariedade, é necessário que o lar ganhe o estatuto de unidade orçamentada, à semelhança de outras existentes a nível das demais províncias.

Além de acolher crianças abandonadas, o centro conta, igualmente, com outras portadoras de deficiência, algumas retiradas da exploração de trabalho infantil ou submetidas a outros tipos de violência, oriundas não só do Cuando Cubango, mas de outras regiões do país.

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