Friday, July 01, 2022

Angola convidada a fazer mais investimentos em Portugal

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal defende mais investimento angolano em Portugal.

João Gomes Cravinho, fez estas declarações durante o balanço da visita de dois dias a Angola, tendo referido que os dois Estados estão a trabalhar para que haja mais investimento nos dois sentidos. “Nós temos um trabalho económico que vai nas duas direcções para que haja mais investimento angolano em Portugal e melhores condições para o investimento português em Angola”, disse.

Além deste segmento, o ministro manifestou interesse em ampliar as relações culturais, aumentar e melhorar a mobilidade entre os países da CPLP.

Em relação aos vistos, explicou que Portugal emitiu, até Março, 2000 vistos e que boa parte dos factores que geravam atrasos resultantes da pandemia já foram ultrapassados. “Hoje temos uma cadência de processamento de vistos mais acelerado que há uns dois anos atrás”.

Actualmente a taxa de aprovação de vistos na Embaixada Portuguesa ronda os 83 por cento e assegurou que  será melhor a partir do próximo mês. 

Nesta altura o desafio reside na rapidez de processamento dos vistos, bem como alguns actos de natureza consular, com destaque para a celeridade na concepção de cartões de residentes, registos de nascimento e melhoria do sistema de comunicação com os utentes.

Justificou a afluência de expatriados portugueses nas empresas angolanas com a escassez de técnicos no mercado nacional. 

O ministro anunciou que Angola já pagou 89 por cento das dívidas com empresas portuguesas, restando apenas 11 por cento por pagar.

João Gomes Cravinho disse que até à presente data, o Governo angolano já pagou 520 milhões de euros, sobre um total de  585 milhões de euros nas dívidas certificadas. “Reconhecemos os esforços que o Governo angolano fez para regularizar as dívidas certificadas, pelo que restam as dívidas não certificadas”.

O chefe da diplomacia lusa fez  um balanço positivo da visita de dois dias a Luanda e sublinhou que escolheu Angola como primeiro destino depois da tomada de posse, dada a sua importância estratégica  no contexto da política externa.

Reiterou o interesse de Portugal em participar no desafio da diversificação económica, através de empresas de enorme experiência nos sectores do turismo e agricultura, onde Angola dispõe de um enorme potencial.

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