Friday, July 01, 2022

Angolanos devem preservar a paz e as conquistas alcançadas

O ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria afirmou, ontem, que as celebrações do 34º aniversário da Batalha do Cuito Cuanavale e quarto da Libertação da África Austral, deve servir de inspiração para a população e à juventude, em particular, na preservação da paz e das conquistas alcançadas na SADC, conseguidas à custa de muito sangue e suor.

João Ernesto dos Santos “Liberdade”, que presidiu o acto central da efeméride, apontou o 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, a realização das eleições em Agosto próximo, o 17 de Setembro, data do Fundador da Nação e os festejos da Independência Nacional, como as principais celebrações das quais os angolanos se devem orgulhar.

Acrescentou que os angolanos devem mobilizar-se para participarem com patriotismo e entusiasmo nas efemérides, com sentimento de amor ao próximo, civismo e com sentido patriótico para que os heróis, nacionalistas, antigos combatentes e a população que, desde o 4 de Fevereiro, até à assinatura dos acordos de paz sempre sofreram com as consequências da guerra e se possam sentir honrados.

O ministro disse que os acontecimentos da Batalha do Cuito Cuanavale devem ser permanentemente transmitidos à juventude angolana e africana, para que saibam as razões pelas quais os combatentes tanto se sacrificaram e derramaram o sangue e suor para defender o povo da invasão perpetrada pelo exército do regime do Apartheid.  

“É necessário que as futuras gerações se orgulhem das nossas narrativas e possam reflectir sobre elas, com orgulho pelo facto do desempenho ter sido um valioso contributo no processo da conquista e preservação da Independência de Angola, liberdade, paz e reconciliação nacional, para as democracias multipartidárias vigentes nos países da África Austral”, referiu.

Citou o Triângulo do Tumpo, na localidade de Samaria, onde ocorreram as maiores confrontações entre as FAPLA, apoiadas pelas Forças Revolucionárias de Cuba e das SADF, designação do exército sul-africano, auxiliadas por milhares de guerrilheiros da Unita, como um elemento essencial de estudo, devido à dimensão histórica que teve no desfecho, apontada como a maior disputa militar jamais vista em África, após a Segunda Guerra Mundial.

Reiterou que, por esta razão, a juventude angolana é, uma vez mais, chamada a reflectir sobre as guerras como “fenómenos que devem ser evitados, porque quando nos recordamos que poderíamos as ter evitado, pelas consequências das perdas de vidas humanas e da destruição das infra-estruturas que tudo isso acarreta e o custo de centenas de milhões de kwanzas que poderiam ser investidos no melhoramento do modo de vida das populações”.

“A Batalha do Cuito Cuanavale foi de vida ou morte, porquanto visou travar o avanço das forças do Apartheid que pretendiam ampliar e perpetuar o reinado na África do Sul e na Namíbia, com influência em todos os Estados da região Austral”, disse o ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria.

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