Campeão empata e deixa o Sagrada isolado no topo

A queda do 1º de Agosto da liderança do Girabola confirmou-se neste domingo (10), com o empate (1-1), no reduto do Wiliete de Benguela, desaire aproveitado pelo Sagrada Esperança, que volta a receber o testemunho na corrida de estafeta que tem marcado a disputa entre diamantíferos e militares, no topo da tabela classificativa da competição.

Pressionados pela necessidade de vencer, de modo a continuarem no comando, no fecho da 18ª jornada, os rubro e negros às ordens do português Paulo Torres chamaram a si o controlo do desafio, mas o desacerto na finalização deu confiança à equipa benguelense orientada por Albano César, treinador que somou o quarto empate consecutivo, por isso promete melhorar o processo defensivo, dada a dificuldade dos pupilos em segurar o avanço no marcador. 

 Depois de uma igualdade sem golos ao intervalo, Zeca aproveitou uma abordagem menos feliz de Paizo, superado sem dar muita luta, para fazer 1-0, aos 59 minutos, no Estádio Nacional de Ombaka. A resposta dos detentores do título que correm focados na conquista do “penta”, surgiu ao 67 minutos, por intermédio de Bito, assistido por Zini, um dos mais inconformados na formação do Rio Seco. 

 A perda de dois pontos em relação ao trio destacado na discussão do ceptro custou ao 1º de Agosto, além da ultrapassagem feita pelos lundas, a aproximação do FC Bravos do Maquis e do Petro de Luanda, agora com maior margem para lançarem ataques à posição sob o controlo dos pupilos de Duarte, pouco dinâmicos na deslocação às terras das acácias rubras.

Sábado, na abertura da ronda, o Sagrada Esperança fez os serviços mínimos diante do aguerrido Ferrovia do Huambo. Com golo de Cashi, os diamantíferos liderados por Roque Sapiri triunfaram por 1-0 e ignoraram as reclamações de Agostinho Tramagal, por eventual ajuizamento da arbitragem em prejuízo dos locomotivas.

 Apesar do discurso do técnico Zeca Amaral ser contrário a um cenário de candidatura ao título, em campo o FC Bravos do Maquis voltou a indiciar argumentos de quem está preparado para as exigências do topo da classificação, ao derrotar o Sporting de Cabinda, por 1-0, numa partida equilibrada.

 Exigente foi igualmente a tarefa do Petro de Luanda, no terreno da Baixa de Cassanje, onde venceu por 2-1. Os tricolores às ordens de Mateus Agostinho “Bodunha” tiveram de puxar dos galões, por forma a evitar uma nova perda de pontos, depois do périplo pouco produtivo pelo Leste do país, com saldo de derrota e empate. 

 O Interclube regressou às vitórias, ao ultrapassar numa disputa renhida o Recreativo da Caála, por 2-1. Em movimento inverso esteve o Recreativo do Libolo, moldado pelo português Paulo Torres, ao perder em casa, 1-2, frente à Académica do Lobito, que encurtou o caminho na procura da tranquilidade na prova.

Leave a comment

Your email address will not be published.