Wednesday, May 18, 2022

Chefe da diplomacia lusa quer “estreitar diálogo”

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, inicia, hoje, uma visita de dois dias a Angola, com o objectivo de “estreitar o diálogo com as autoridades angolanas e reforçar a cooperação e o relacionamento com um país com o qual Portugal tem históricas relações de proximidade”.

Uma nota do gabinete de João Cravinho refere que o chefe da diplomacia portuguesa deverá ser recebido pelo Presidente João Lourenço e tem um encontro com o homólogo angolano, Téte António.

O ministro português disse, ontem, à imprensa, no Luxemburgo, que a visita a Angola tem “uma dimensão simbólica e outra prática”.

“Em primeiro lugar, era muito importante sinalizar no início do meu mandato como ministro dos Negócios Estrangeiros e no início do XXIII Governo a importância, a centralidade que tem para nós Angola na nossa política externa”, começou por dizer o ministro, que falava após participar numa reunião de chefes de diplomacia da União Europeia.

João Cravinho sublinhou que “Angola é um parceiro bilateral da maior importância, é neste momento também presidente da CPLP e, portanto, há uma dimensão simbólica”. “Há, também, uma dimensão prática, porque permitirá tomar contacto com os nossos agentes económicos, com a comunidade portuguesa em Angola e, obviamente, acima de tudo, com as autoridades angolanas”, prosseguiu.

Relativamente aos contactos com as autoridades angolanas, o ministro apontou que o objectivo passará, sobretudo, por “perceber melhor a forma como eles estão a ver o relacionamento bilateral e o quadro em que nos movemos actualmente, seja em África, na Europa e no contexto internacional mais genericamente”.

A visita do ministro dos Negócios Estrangeiros a Angola, entre hoje e amanhã, foi anunciada na semana passada, em Luanda, pelo embaixador português, Francisco Alegre, no final de uma audiência com o Presidente João Lourenço, que recebeu, igualmente, o presidente da comissão executiva da instituição bancária portuguesa Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo.

O diplomata referiu, na ocasião, que quando apresentou as cartas credenciais foi-lhe lançado um repto pelo Presidente João Lourenço no sentido de Portugal desempenhar um papel importante no processo de diversificação da economia de Angola.

Francisco Alegre disse que tem efectuado visitas a várias empresas portuguesas, não só do sector da construção e da distribuição, mas também as focadas na indústria.

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