Monday, May 16, 2022

EUA: Líder republicano votará contra primeira juíza negra no Supremo

O líder republicano no Senado norte-americano anunciou quinta-feira que votará contra Ketanji Brown Jackson, primeira mulher negra nomeada para o Supremo Tribunal de Justiça, dizendo que “não pode e não irá” apoiar um candidato inovador para uma nomeação vitalícia.

Embora a oposição do republicano Mitch McConnell não tenha sido inesperada e a confirmação de Ketanji ainda seja viável, a sua declaração, que surge apenas algumas horas após o Comité de Justiça do Senado encerrar quatro dias de audiências à juíza, provavelmente levará muitos colegas republicanos a seguir o seu exemplo.
Os democratas podem confirmar Ketanji Brown Jackson, a primeira mulher negra indicada para o mais alto tribunal do país, sem qualquer apoio do Partido Republicano no Senado, onde a vice-presidente do país, Kamala Harris, pode dar em eventual voto de desempate.
Durante as audiências, os republicanos interrogaram Ketanji Jackson sobre o seu histórico como juíza federal e questionaram-na sobre alegadas “sentenças suaves” em vários casos de pornografia infantil.
Contudo, especialistas jurídicos elogiaram a juíza neste último dia de audiências, com um grupo de advogados de alto escalão a dizer que a magistrada tem uma reputação “excelente”, competência “excecional” e está bem qualificada para se sentar no Supremo dos EUA.
“Fora do comum, excelente, superior, soberbo”, testemunhou Ann Claire Williams, presidente do comité da ‘American Bar Association’ que faz recomendações sobre juízes federais, acrescentando que “esses são os comentários de praticamente todos” os especialistas com quem falou sobre Ketanji Brown Jackson.
Ann Claire Williams disse que a Associação conversou com mais de 250 juízes e advogados sobre Ketanji.
Os democratas esperam ganhar votos bipartidários para a histórica nomeação feita pelo Presidente dos EUA, Joe Biden, mas os republicanos retrataram Ketanji como uma pessoa suave com o crime.
Ketanji, apoiada pelos democratas, recusou essa narrativa do Partido Republicano em mais de 22 horas de interrogatório, explicando o processo de condenação em detalhe e dizendo-lhe que “nada poderia estar mais longe da verdade”.

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