Wednesday, May 18, 2022

Sobem participações em fórum com a UE

O número de participantes no 1º Fórum Empresarial União Europeia-Angola, que se realiza esta quinta-feira(24), em Bruxelas, ascendeu a 800, acima dos 600 há uma semana anunciado, em Luanda, pelo ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João.

Um comunicado divulgado pela Delegação da União Europeia (UE) em Angola, indica que o Fórum, que visa promover o investimento no país, congrega 800 participantes, entre os quais uma delegação liderada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, e 20 responsáveis das principais empresas europeias.

A reunião decorre num formato híbrido (presencial e virtual) e pretende mostrar às empresas europeias as oportunidades de negócio em Angola para além do petróleo e gás, com destaque para a agro-indústria, energias renováveis, transformação digital, logística e infra-estruturas de água, em linha com a estratégia Global Gateway da Europa e o Pacote de Investimento África-Europa, de acordo com um comunicado da delegação da União Europeia (UE) em Angola.

A delegação liderada pelo ministro de Estado da Coordenação Económica e outros ministros apresenta aos potenciais investidores a agenda de reformas e visão do Executivo para apoiar o investimento directo estrangeiro no país.

O Fórum acolhe, ainda, a assinatura de um acordo de empréstimo de 50 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento, uma subvenção da UE, no valor de sete milhões de euros para apoiar a resiliência sanitária de Angola em relação à Covid-19 e um acordo de projecto de desenvolvimento no valor de 25 milhões de euros entre a organização holandesa Flying Swans e a Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA).

É também dado destaque ao Acordo de Facilitação de Investimentos Sustentáveis actualmente em negociação entre Angola e a UE, com os participantes institucionais a explicarem como as empresas podem tirar partido desse acordo e as ferramentas financeiras disponíveis para os investidores.

“Esta nova forma de acordo de investimento promoverá o investimento sustentável e responsável, que diversificará e melhorará a resiliência das nossas economias e apoiará as nossas alterações climáticas e energéticas”, afirmou o vice-presidente executivo e comissário de Comércio, Valdis Dombrovskis, citado no comunicado.

Serão também realçadas as perspectivas de adesão de Angola ao Acordo de Parceria Económica UE-SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) e os seus potenciais benefícios.

O evento decorre no âmbito dos diálogos entre os sectores público-privado, apoiados pelo Fórum Empresarial UE-África, sendo organizado conjuntamente pela União Europeia e pela União Africana.

Na última sexta-feira, quando o Fórum foi lançado em Luanda, a chefe da Delegação da UE em Angola, Jeannette Seppem, tinha previsto, em declarações à imprensa, que o número de participantes  tendia a aumentar, destacando “o grande interesse” institucional manifestado pelas duas partes.

Trocas desfavoráveis

Números naquela ocasião obtidos pela nossa reportagem indicam que, no cômputo dos últimos três anos, o saldo da balança comercial entre Angola e a UE situou-se em 4 718 milhões de dólares favorável àquele bloco económico que, contra importações do nosso país avaliadas em 7 220 milhões de dólares, exportou bens e serviços cifrados em 11 939 milhões.

Só em 2021, o défice comercial de Angola diante da UE foi de 1 385 milhões de dólares, com os europeus a importarem 2 099 milhões do país e Angola e a exportarem 3 484 milhões.

Mário Caetano João indicou que cinco países da UE, nomeadamente, Espanha, Itália, França, Portugal e Holanda, figuram entre os 10 maiores destinos das exportações angolanas, com Portugal e Bélgica entre os países com maior peso nas importações do país.

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