Monday, May 16, 2022

UNITA/CONGRESSO DA DIVISÃO

Foi com grande preocupação que realizamos o XIII Congresso ordinário da UNITA entre 13 e 15 de Novembro/19, anulado pelo acórdão 700/2021 do TC e repetido nos dias 2 a 4 de Dezembro de 2021, para concorrermos nas Eleições gerais de Agosto de 2022.

Afinal o Adalberto não gostou. Aquele Congresso, foi de facto um congresso de confusão. No Congresso surgiram vários grupos. O grupo dos conservadores radicais, dos que querem fazer vincar os seus interesses e dos jovens que pretendem substituir os velhos. Estamos a falar dos grupos de Samakuva, Rafael Massinga, Samuel Chiwale, Lucamba Gato, Abílio Camalata Numa, Adalberto, o Deputado Ernesto Mulato, dos grupos de Sapinhala, Liberty Chiaka, Mihaela Weba e Nelito Ekuiki, Esses grupos nunca se entenderam lutam entre si, é uma situação muito antiga, complicada até com caracter tribal. A reunião da Comissão Política da UNITA de 20 de Outubro que marcou o referido congresso, “não foi uma reunião, foi uma imposição do grupo de apoio a Adalberto Costa Júnior, que recrutou pessoas para ameaçar psicologicamente o presidente Isaías Samakuva”. Tudo isso porque o Adalberto Costa Júnior “ACJ” que nem sequer sofreu connosco nas matas e nem é do Muangai, cresceu nas tugas na boa vida, é português quer ser presidente de Angola e afasta o mano Samakuva que é nosso da banda. Mas assim também não pode ser. Por isso é que o Pedro Domingos, militante activo da organização, ao se aperceber dessas confusões, e atropelos das linhas do partido, juntamente com outros maninhos e maninhas subescreveram o processo que levou à impugnação do Congresso e à presidência de Adalberto Costa Júnior, pois este não merece a nossa confiança como tal. O Pedro Caparacata, também é contra os acontecimentos e é de opinião de que no seio da organização UNITA as coisas andam escondidas, existe um cenário de crise profunda. A mana Alice Sapalalo, ex-jornalista da Rádio Vorgan durante o processo eleitoral de 1992 foi raptada e sequestrada na Jamba por elementos das FALA só para não fazer parte do processo eleitoral, por alegada conspiração. Foi Mantida em cativeiro durante meses, libertada mais tarde graças às pressões internacionais desencadeadas pelo Pan American Center. Para ela a “actual classe de dirigentes está desgastada e, sobretudo, viciada. Se não se proceder a uma profunda renovação interna, a UNITA tem os dias contados” Alice, é ainda de opinião de que, “os ditadores não se transformam facilmente em democratas”. Os factos falam por si. O general Camalata Numa estava a espera que fosse eleito o que não aconteceu, reconhece que na Comissão Política do Comité Permanente (CPCP) órgão deliberativo da UNITA as coisas não vão bem. As mulheres não ocupam lugares de destaque na direcção como acontece no MPLA isso não pode ser temos que mudar o quadro. Outra questão grave é que após sua chegada da visita  que efectuou aos Estados Unidos, Adalberto Costa Júnior reuniu com grupos de apoiantes seus para a expulsão do presidente Isaías Samakuva por alegada‘infidelidade partidária’, o grupo alega em parte de Samakuva, estar a colaborar com o MPLA para a sua derrota nas próximas eleições de Agosto de 2022.  Mas Camalata Numa, não vê as coisas deste modo e não concorda com a expulsão,considera Isaías Samakuva como sendo “Património do Partido” por tudo o que fez, não só pelo seu percurso como militante, mas, sobretudo, o que fez nestes últimos 16 anos à frente da UNITA. Por último,o que aconteceu no Huambo no dia 30 de Setembro de 2011, quando correram com Abel Chivukuvuku foi uma autêntica humilhação”, Para Celso Malavulumeque o presidente da UNITA fez maus cálculos quando decidiu afastar Abel Chivukuvuku, agora querem se juntar no Pra-Já, FPU, Bloco Democrático para tirar o MPLA do poder! não vai dar certo, isso vai fragilizar a UNITA, o nosso Galo não vai conseguir voar nas eleições de Agosto de 2022 porque não terá forças o João Lourenço e o seu partido MPLA ganha.

viva uma UNITA forte

viva o presidente Samakuva

viva Angola livre

abaixo Adalberto e seus seguidores!

Opinião por Pedro Kamelesseia

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